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Dicas para o diabético - ( 09.10 )
Trinta anos atrás seria impossível para uma criança com diabetes poder praticar esportes, passar o dia na casa de algum amigo ou mesmo comer um pedaço de bolo do seu aniversário.

Mas com os avanços nos testes, monitoramento e tratamento da diabetes, inclusive novas fórmulas de insulina, o hormônio que regula os níveis de açúcar no sangue, as crianças hoje podem praticar esportes, como natação, futebol, tênis, corridas, etc... Para crianças e adultos com diabetes, controlar o açúcar no sangue é a chave para evitar as complicações da doença, como a cegueira, falhas nos rins, danos aos nervos e doenças cardíacas. E com isso, pacientes estão tendo vidas mais ativas e prolongadas do que anos atrás. "Posso olhar para meus pacientes e dizer se os mesmos se preocupam com sua saúde.

A diabetes pode ter algum efeito em suas vistas, mas eles não ficarão cegos; seus rins podem ter algum problema, mas não terão falhas graves," diz o Dr. Kaufman, médico endocrinologista e metabolismo no Childrens Hospital Los Angeles. "Eles podem ter algum dano nos nervos, mas não terão infecções que levam à amputação. Esses problemas ficaram no passado". Na diabetes tipo 1, geralmente encontrada em crianças e adolescentes, o pâncreas pára de produzir insulina, hormônio que o corpo necessita para queimar o açúcar e transformá-lo em energia. Nesse caso é necessário que o paciente tome insulina. Na diabetes tipo 2, conhecida também como diabetes de adulto, o corpo fabrica pouquíssima insulina e responde muito mal com esse pouco fabricado. Essa forma de diabetes corresponde a 95% de todos os diabéticos e está associada com genética, obesidade e ser sedentário.

O número de pessoas com diabetes tipo 2 está aumentando e, muitas vezes quando são diagnosticadas, os danos já aconteceram. Os médicos estão preocupados com o aumento da condição pré-diabética, chamada de tolerância de glicose enfraquecida.

Apesar de estudos recentes terem provado que essa condição pode ser revertida com dieta, exercícios e perda de peso, se não diagnosticada, poderá eventualmente se tornar em diabetes tipo 2. E, apesar de todas as formas possíveis de se controlar os níveis de glicose, diabéticos ainda estão morrendo em um número assustador de doenças cardíacas. Ataques do coração e derrames são responsáveis por 75% das mortes em diabéticos. Segundo o Dr. Michael Bush, chefe da clínica de endocrinologia do Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles, homens com diabetes não conseguiram reduzir as mortes por ataques do coração tanto quanto os homens não diabéticos nos últimos 30 anos.

De acordo com o National Institutes of Health, mortes por doenças cardiovasculares entre diabéticos caíram 13%, comparadas com 36% entre os homens não diabéticos. Ainda segundo o Dr. Bush, "o mais surpreendente, é que ao passo que nas mulheres não diabéticas o risco de mortes por doenças cardíacas diminuiu 27%, nas mulheres diabéticas, o risco aumentou 23% nos últimos 30 anos". "Ao mesmo tempo que os médicos encorajam seus pacientes a controlar a doença", diz o Dr. Bush", e festejam quando os mesmos o conseguem, eles acham a diabetes uma doença terrível, com implicações de saúde pessoais e públicas." "Nós não entendemos tudo a respeito da diabetes," diz Bush. Mas os médicos sabem que "sua melhor chance de uma vida sem sérias complicações é fazendo tudo que permita manter sua glicose o mais perto possível do normal - enquanto também cuida da pressão sangüínea e do colesterol. A dificuldade é saber o quanto perto e o quanto possível." Controlar a diabetes não é necessariamente fácil. A dieta deve ser constantemente monitorada e as doses de insulina determinadas por quantos carboidratos são consumidos. Os pacientes devem observar para que o açúcar não caia muito e nem muito alto. E mais, eles precisam manter um peso adequado e manter a pressão, o colesterol e o triglicerides baixos, o que requer um enorme compromisso.

Aqui estão algumas áreas nas quais os cuidados e controles com a diabetes evoluíram: Mudanças no Modo de Vida Os médicos enfocaram de maneira crescente em dietas e exercícios para administrar a diabetes. Exercício queima o excesso de açúcar, evitando que prejudique os tecidos do corpo. Os médicos também tornaram a alimentação mais flexível. Segundo o Dr. Kaufman, antigamente o diabético nunca mais poderia comer um pedaço de bolo ou outros doces.

Atualmente, os médicos na maioria das vezes dizem aos pacientes para tomar cuidado com alimentos doces e carboidratos, enquanto encorajam as restrições de calorias para o controle de peso e advertem para refeições menores e freqüentes para manter os níveis de açúcar estáveis. Monitoração • Tiras de testes (dedo) - Atualmente os aparelhos eletrônicos de testes de sangue constituem "a mais importante ferramenta para nossa luta contra a diabetes", diz Bush. "Os dados do monitoramento de glicose permite você saber quem é o inimigo". • O Glucowatcher - Este aparelho que se parece com um relógio, usado no pulso ou tornozelo, mede automaticamente a glicose que está situada logo abaixo da superfície da pele. Este aparelho foi aprovado pelo FDA no ano passado, mas não deverá estar no mercado até o final deste ano ou começo do ano que vem. Ainda não é considerado um aparelho confiável para testes de sangue e funciona por somente 10 horas cada vez. • Outras tecnologias indolores - Pesquisadores estudam outras formas de medir a glicose , como "adesivos" nos braços e um aparelho que usa luz infravermelha. Testes de Laboratório e Outros Monitoramentos • Sistema de monitoramento contínuo - Este aparelho, usado por 3 dias, mede os níveis de glicose a cada 5 minutos.

Os dados conseguidos são analisados pelos médicos para determinar quando os níveis de glicose do paciente estão muito baixos ou altos, para que possam ser feitos ajustes no tratamento. • Testes de laboratório - Atualmente o grande avanço é o exame realizado no laboratório e que permite saber como o paciente está controlando a diabetes. Este teste é chamado hemoglobina glicosilada, ou HbAlc. Quando os níveis do açúcar aumentam, eles criam mudanças na hemoglobina, parte do sangue que carrega o oxigênio.

O teste mede um produto criado quando isso acontece, logo a leitura permite aos médicos saber por quanto tempo os níveis de açúcar no sangue estiveram irregularmente altos nos últimos 3 meses, e assim descobrir um quadro crescente de como o paciente tem estado. Segundo a ADA (American Diabetes Association), o ideal seria que os diabéticos apresentassem uma leitura de 7% ou menos. Caso contrário, é necessário melhores cuidados. Tratamento • Medicamentos - Até 1995, os médicos confiavam em insulinas ou comprimidos que continham sulfoniluréais, os quais estimulam o pâncreas a produzir maior quantidade de insulina. Atualmente há novos medicamentos orais. Entre eles há os glinidas (starlix, prandin, novoform), que estimulam o pâncreas a produzir maior quantidade de insulina após as refeições. Há os sensibilizadores, os quais melhoram a ação da insulina, fazendo com que haja menor resistência à ação mesma. São os glitazonas como o Avandia, tomado por 1.2 milhões de pessoas, e Actos, também tomado pela mesma quantidade de pessoas. Há ainda Metformina (glifage, glucoformin, dimefor), que atua diminuindo a insulina produzida pelo fígado, melhorando a ação da insulina. É atualmente um dos medicamentos mais usados pelos diabéticos tipo 2.

Outro medicamento o Acarbose (glucobay), retarda a absorção dos carboidratos no intestino quando ingerido antes da alimentação, controlando melhor os picos de hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue). Médicos estão também trabalhando para melhorar a maneira de absorção da insulina injetável, criando tipos de insulina que trabalham com índices diferentes. Uma, a qual foi projetada geneticamente para ação rápida, pode antes ou após a refeição e evita uma baixa ou alta de açúcar no sangue.

 Fabricantes de produtos para diabéticos fizeram agulhas mais curtas e mais finas, criaram canetas de insulina, uma alternativa às seringas para que o diabético sinta menos dor, e também descobriram maneiras aplicar a insulina sem injeções - a bomba de insulina. • Bombas de insulina externas - Essas pequenas máquinas liberam uma dose fixa de insulina que é completada com doses suplementares nas horas das refeições conforme o montante de carboidratos ingeridos. Mas a maioria dos pacientes ainda usam as injeções de insulina. Bush diz que "não mais de uma dúzia" de seus 800 pacientes usam a bomba de insulina. Para eles, a bomba de insulina é um compromisso físico que preferem evitar. • Bombas de insulina implantadas - A Medtronic MiniMed desenvolveu uma bomba que é implantada superficialmente no abdômen, perto do pâncreas, por um cirurgião.

A cada 3 meses é suprida novamente através de uma membrana no centro do aparelho. Já aprovada na Europa, espera a aprovação do FDA nos Estados Unidos. • Pâncreas artificial - Combinando uma bomba interna com um sensor interno de glicose contínua cria-se um pâncreas artificial que mede os níveis de glicose e libera a insulina necessária, eliminando assim, os testes de dedo. Esse aparelho está sendo testado na França. • Insulina oral - Pesquisadores estudam insulina que pode ser absorvida pelos tecidos da boca, como também a insulina por via oral. Uma das empresas que fazem esse estudo, a Emisphere Technologies Inc., informou recentemente que versões da insulina oral foram absorvidas através do trato digestivo e reduziu os níveis de açúcar no sangue. Transplantes Médicos têm resultados muito preliminares dos transplantes de células produtoras de insulina no corpo que ajam como o pâncreas. Mas existem esperanças nesse sentido.

Enquanto isso, especialistas acreditam que com melhor compreensão da genética e fundamentos relativos à diabetes, eles poderão intervir mais cedo em pessoas com propensão à doença.
 Pessoas com alto risco de contrair a doença deverão praticar exercícios e manter uma dieta saudável e assim evitar desenvolver a diabetes, e terem que ser tratadas com remédios.
Não tome remédios sem consultar seu médico. Os medicamentos devem ser adequados à cada paciente após consulta com o médico assistente.

Fonte: diabetes.com.br


 
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