A depressão é considerada por muitos estudiosos, o mal do século XXI. Isto se atribui ao fato do grau elevado de estresse, obesidade, uso indiscriminado de álcool, drogas, medicamentos entre outros que predispõe os indivíduos. Freqüentemente a doença é confundida com "episódios de tristeza" considerados absolutamente normais e passageiros, porém, o mal pode ser "mascarado" pela ocupação com o trabalho e família, dificultando o diagnóstico. É imprescindível a identificação de mudanças de comportamento e/ou humor nos pacientes, além da procura por profissionais habilitados a realizar um diagnóstico preciso e encaminhar ao tratamento adequado.
A depressão é uma doença comparável à tristeza, pois normalmente não vem acompanhada de um motivo aparente. As pessoas podem sentir-se tristes em certas situações como: perda de emprego, separação, luto e outros acontecimentos. Já na depressão nem sempre existe uma causa definida, simplesmente aparece, se instala e quando não tratada pode persistir por tempo indeterminado. Nos intermédios de 1960 a depressão era um micro problema pessoal, não havia muitos estudos em relação à doença nem sobre seu tratamento.A partir de 1980 foram desenvolvidas subunidades de estudo devido ao aumento significativo de casos relatados.
A Organização Mundial da Saúde definiu o transtorno depressivo, também chamado de depressão maior, depressão unipolar ou simplesmente depressão, como a quarta maior causa de impacto entre todas as doenças no mundo. A depressão pode ainda ser classificada como endógena ou unipolar, na qual as oscilações de humor são sempre na mesma direção.
A depressão apresenta-se como um distúrbio de alteração de humor e/ou comportamento que persiste por, no mínimo duas semanas. Sentimentos como tristeza, vazio, desesperança, desamparo, perda de interesses, alterações no apetite e peso, distúrbios do sono, falta de energia, falta de interesse sexual, pensamentos suicidas entre outros sintomas estão associados à doença. Não há diferença entre respostas farmacológicas dos antidepressivos e as diferentes apresentações da depressão.
A depressão é uma das patologias que mais acomete a população em geral e um dos problemas é a existência de diversos tratamentos, cuja eficácia na maioria das vezes não supera os efeitos colaterais, uma vez que cada paciente apresenta características reativas próprias. Não está claro porque a depressão ocorre em algumas pessoas e não em outras, porém pacientes que apresentam a doença na família tem uma chance 50% maior de desenvolver um quadro depressivo mais grave. Problemas familiares, situações de luto, perda de emprego, término de relacionamento entre outros, podem ser causas do desenvolvimento da depressão, entretanto, nem sempre a doença é desencadeada por algum motivo aparente.
Ausência de reforços positivos, como: família estruturada, amigos e um trabalho satisfatório são fatores que inclinam o sujeito a apresentar uma tendência maior a depressão, e quando se encontra em fase depressiva, as pessoas ao seu redor tendem a se afastar, pois deixa de ser uma pessoa agradável. A depressão está sendo considerada a doença do século XXI devido o crescente número de casos estudados, o que tem favorecido o diagnóstico inicial e de maneira mais segura, quando comparado há décadas passadas.
Os sintomas variam de um paciente para outro, os mais comuns consistem em: tristeza constante por um período razoavelmente longo, perda da vontade de viver, distúrbios do sono, fadiga, pensamentos suicidas, estresse, entre outros. Nas últimas décadas tem aumentado o número de estudos em busca de uma base neurobiológica para a depressão, mas existem ainda muitas dificuldades para avaliá-los, devido a complexidade neurobiológica e neuroquímica da doença. Para essa avaliação, são utilizadas análises do tecido nervoso central e de vários sistemas periféricos, acreditando que estes refletiriam o funcionamento do sistema nervoso central, replicando as alterações que ocorrem em pacientes depressivos.
A depressão é um transtorno de humor e/ou de comportamento que tem crescido significativamente nos últimos tempos e merece atenção especial dos profissionais de saúde em relação ao diagnóstico prévio e correto, bem como na atenção aos familiares, que constituem os principais aliados para que o paciente tenha adesão aos diversos tratamentos propostos. Uma vez diagnosticada a depressão em sua fase inicial, o protocolo de tratamento deverá ser desenvolvido favorecendo a possibilidade de um melhor prognóstico.
A farmacoterapia deve ser proposta de acordo com cada caso, devendo ser mantida por um período suficiente para permitir a recuperação funcional do paciente e ação neuronal completa dos medicamentos, evitando-se as recorrências, que freqüentemente apresentam-se de forma mais grave.
O farmacêutico apresenta um papel significativo nesta orientação, uma vez que é o profissional que mantém contato direto com o paciente, devendo estar atento, principalmente para as reações adversas ao medicamento e como agente de saúde proporcionar a ação multidisciplinar e multiprofissional, tendo a compreensão de que saúde é uma condição integral de bem estar.
FONTE: Web Artigos.